DOENÇA DE LYME

Caracterizada por pequena lesão cutânea, expansiva, única ou múltipla do tipo mácula ou pápula de coloração avermelhada, no local em que o carrapato sugou o sangue, denominada eritema crônico migratório (EM), sendo um importante marcador clínico para a suspeita diagnóstica e alerta à vigilância epidemiológica. O período de incubação é de 3 a 32 dias (em média, 7 a 14 dias) e vai desde a exposição ao carrapato-vetor até o aparecimento do eritema crônico migratório.

Por se tratar de uma doença rara em território brasileiro, caracteriza-se como agravo inusitado, sendo, portanto, de notificação compulsória e investigação obrigatória. No momento não se tem vigilância específica para a doença de Lyme. Considerando estes aspectos e a proximidade com o diagnóstico de febre maculosa, a vigilância epidemiológica tem como objetivo a detecção de focos através da investigação de casos suspeitos ou confirmados, visando ao tratamento para redução de danos e o desencadeamento de medidas de controle.

Fotografia de um carrapato sobre uma folha verde ao lado do texto 'Doença de Lyme'.