POLIOMIELITE

A poliomielite, também conhecida popularmente como paralisia infantil, é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida de início repentino.

Sinais Clínicos e Déficit Motor

O déficit motor instala-se subitamente e a evolução dessa manifestação, frequentemente, não ultrapassa três dias. As principais características do acometimento incluem:

  • Acometimento focal, em geral nos membros inferiores, de forma assimétrica;
  • Flacidez muscular acentuada;
  • Sensibilidade à dor e ao toque conservadas;
  • Arreflexia (ausência de reflexos neurológicos) no segmento corporal atingido.
Erradicação e Prevenção

A doença encontra-se erradicada no Brasil desde o início da década de 1990. Esse marco histórico só foi alcançado em virtude do êxito das políticas de prevenção (vacinação em massa), vigilância epidemiológica e controle sanitário desenvolvidas pelos três níveis de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).

Imagem com fundo claro contendo o texto Poliomielite escrito em letras maiúsculas no lado esquerdo, apresentando um gradiente de cor que transiciona do bege para o marrom-escuro. No lado direito, um bebê pequeno recebe uma vacina injetável aplicada com uma seringa na região da coxa ou perna.

A poliomielite ou “paralisia infantil” é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O déficit motor instala-se repentinamente e sua evolução, frequentemente, não ultrapassa três dias. Acomete, em geral, os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido. No Brasil, não há circulação de poliovírus selvagem desde 1990, em virtude do êxito da política de prevenção, vigilância e controle desenvolvida pelos três níveis do Sistema Único de Saúde (SUS).

A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por meio de objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.

Não há tratamento específico para a poliomielite. Todos os casos devem ser hospitalizados, procedendo-se ao tratamento de suporte, de acordo com o quadro clínico do paciente.

As principais complicações incluem sequelas paralíticas e, nos casos mais graves, parada respiratória devido à paralisia da musculatura responsável pela respiração.

A criança deve tomar 3 doses da vacina inativada contra a poliomielite (VIP) aos 2, 4 e 6 meses de vida, com um intervalo recomendado de 60 dias entre as doses, e realizar o reforço (também com a vacina VIP) aos 15 meses de idade.

Recomenda-se a atualização da vacinação para quem se deslocar a países que ainda apresentam circulação do poliovírus selvagem e/ou derivado da vacina, conforme a situação vacinal do indivíduo e as orientações internacionais de saúde.

No Brasil, a realização de duas campanhas anuais de vacinação, a partir de 1980, reduziu a incidência da poliomielite de 2,2/100.000 habitantes para 0,2/100.000 hab. em 1985. Em 1989, ano em que ocorreu o último caso de pólio no país, a incidência foi de apenas 0,03/100.000 hab. A partir desse marco histórico, foram implementadas medidas contínuas que tornaram o sistema de vigilância epidemiológica mais sensível e robusto, permitindo a manutenção da erradicação da doença em território nacional.

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